Ao longo da vida, a sociedade nos ensina que ser diferente é errado, forçando aqueles que não se encaixam em padrões a se adequarem à pretensa "normalidade".
Com isso, perpetua-se o rechaçamento das minorias, que seguem sendo injustiçadas com o preconceito, a discriminação e a falta de inclusão. Quando estas minorias se erguem e clamam por representatividade, a sociedade sente o impacto e segue na direção da evolução.
Hoje, 18 de junho, é o Dia do Orgulho Autista. Trata-se de uma forma de reivindicação por respeito a todas as manifestações do espectro, pela inclusão plena, pelo lugar de fala, pelo acesso ao diagnóstico precoce e a tratamentos de qualidade, pelo respeito e validação de quem recebeu o diagnóstico tardiamente (como eu) e, sobretudo, pelo direito de existir e ser visível em uma sociedade que cala quem destoa de parâmetros estabelecidos, sem atenção alguma ao conhecimento e à empatia.
O autista não quer - e não deve - mais ouvir, por um lado, que é incapaz ou, por outro, que "não parece autista", tampouco pode continuar sendo enquadrado em comparações com outros autistas ou até mesmo com personagens de filmes e séries que não condizem com a realidade. Queremos apenas ser, existir livremente, sem questionamentos sobre nossa maneira de ser ou nosso diagnóstico, sem discriminação (ainda que velada) ou charlatães sem ética e conhecimento nos oferecendo a "cura" para o que não é doença.
Aproveito para destacar que, há nove anos, mantenho um projeto sobre neurodiversidade, onde falo um pouco sobre mim e divulgo informações sobre o tema (inclusive, recomendações bibliográficas). Acessem http://vozneurodiversa.blogspot.com e conheçam!
Carmem Dalida 

(Carmem Toledo)